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Segue nu

27.03.2017

Assisti ao polêmico Zé Celso pela primeira vez... Eu tinha me organizado mentalmente para encarar 6h de peça, um tanto de questionamentos políticos, críticos... Imaginava algumas cenas fortes, pesadas pelo que já ouvi falar dele mas foi tudo mais. Mil vezes mais polêmico do que eu imagina, 100 vezes mais impactante. Acho que só acertei na dose política, crítica às questões atuais... Tanto que quando acabou a peça tive que perguntar pra ele o que o movia, e ouvi algo como "Paixão, tesão e vontade de transformar essa porra toda"... e ainda a vontade de levar Dionísio para dentro do Palácio do Planalto em Brasília. Fui esperançosa... "Quem sabe um dia", ele disse "nunca vão deixar". É claro que não.. Como que o palco das mil máscaras encararia tanta gente nua, desprendida e disposta a mostrar as vísceras para revelar o espelho da corrupção? O que diria a bancada evangélica? E aqueles políticos que levam a orgia para vida e fazem questão de a condenar num palco? E os que abusam do poder da autoridade? 
Ora, ora o "rei enrabado" naquela escada humana parece forte de se ver e aquele véu branco tentando amenizar os corpos que se devoram ou então a carne em cena que volta meia se misturava aos corpos até uma hora representar a cabeça de um. O Zé Celso choca mesmo, me lembrou um pouco as aulas sobre butô que é uma dança crítica a sociedade japonesa originada no pós guerra. Evidente que cada sociedade tem sua cultura, formas diferentes de polemizar. Mas tanta representação sexual em cena me fez lembrar que o Brasil ainda é muito "mal resolvido" com a sexualidade em especial a feminina, sua postura de dividir as mulheres é muito bem colocada na peça Solidão (inspirada no livro do Garcia Marquez) onde um personagem cantava "puta, santa" lembrando até a Geni do Chico Buarque ou então na cena que representa a realidade de tantas outras, a pedofilia. 
Mas é o povo do teatro que é louco, o corpo nu em cena choca.. ainda mais se ele não está em forma. Barrigas, celulites, estrias, pênis, bunda, vagina nada a esconder. E o menino segue nu carregando um enorme cubo de gelo dentro de um carrinho de mão onde é empurrado... Seguem sendo ensinados a serem gelados?.... 
Até quando cem anos de solidão? 
Estou digerindo esse final de semana onde nos palcos não há hipocrisia que não seja dita. Que o teatro siga assim nu... Aliás feliz dia para quem o faz.
#teatro 
#zecelso #bacantes #teatrooficina 
#solidão #cemanosdesolidão #GabrielGarciaMarquez #GolpãodoFolias

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MELINA GUTERRES

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