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EMPODERADA

19.02.2017

Depois de acordar com o trio de um bloco elétrico gritando "rebola, vai, ai, ui" ou com , pensar que por mais que a gente escreva, brigue, discurso tá lá a massa seguindo o esteriótipo da mulher objeto e seria no mínimo interessante dizer homem objeto também,  mas mulher pegou a microfone só fez variações do ai do tipo "ai, ai, ai, uhulll" e não mandou ninguém rebolar como ela foi mandada.  Enfim.... foram uns 40 minutos até o bloco começar a se deslocar... E eu entrar na minha page e lembrar do dia que o Rafael chegou lá em casa com violão, eu na mesa com algumas folhas de ofício e uma caneta vermelha. Passamos horas conversando sobre o que se passava na nossa vida naquele momento, no que poderia virar verso, personagens. Arriscamos arranjos, melodias, palavras e outras rimas... Até nasceu a Empoderada. Não gravamos muito, apresentamos poucos, acrescentamos meu poema Andorar e criamos algo novo.  Temos um registro amador, feito do celular da Janaína Vedoin que já me fotografou outra vez no ato da escrita de uma poesia. É amador, mas em tempos de ai, ai, ui, ui ui, acho mais que válido compartilhar!

 

EMPODERADA

 

Ela é um navio sem âncora

Sem dor 

Sem amor

Sem nada

 

Ela é um Brasil de tranças

Plena, obscena,

Empoderada

 

Quem é essa?

Quem é ela?

Que mal chega e já partiu?

 

Vem com o vento,

traz histórias

De outros mares

Outros rios

 

Quem é essa?

Quem é ela?

Sem correntes,

Sem grilhões

 

Sem idade

Sem roteiro

Vive tudo

Por inteiro

 

Quem é essa?

Quem é ela?

Que é tantas, tantas mil..

 

Sem métrica,

Sem mágica,

Sem rótulos,

Sem bis

 

Quem é essa?

Quem é ela?

Sem começo, sem fim.

Quem define, quem desvenda

Quem explica pra mim?

 

 

Escute a primeira versão: Voz e violão Rafael Goulart

 

 

 

Assista um trecho com a inserção da poesia Andorar.

 

 

 

 

Imagens: Janaína Vedoin

 

 

 

 

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MELINA GUTERRES

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